19/02/2015 - A Renovação de Logomarcas como Estratégia de Mercado - Clique Aqui

 

19/02/2015 - Logística Reversa: o reverso da logística como importante evolução da administração da cadeia de suprimentos - Clique Aqui

 

19/02/2015 - Os Modernos Processos do Sistema Logístico Integrado e o Relevante Papel da Tecnologia da Informação no Mundo Competitivo - Clique Aqui

 

19/02/2015 - Responsabilidade Social na Cadeia Logística: uma visão integrada para o incremento da competitividade - Clique Aqui

A Renovação de Logomarcas como Estratégia de Mercado

Danielle Ludka e Edenir A. L. de P. Rocha

A logomarca pode ser uma maneira das empresas entrarem em contato com seu público-alvo de forma eficaz. Utilizando de cores e do design, a logomarca deve possuir uma característica visual que representa a empresa e seus valores, contribuindo para o processo de decisão do consumidor.

 

De acordo com Tavares e Martins, o termo logomarca é uma invencionice brasileira, que não quer dizer nada além da combinação de um símbolo e um logotipo, que unidos retratam uma marca que possui um desenho e nome aplicados em conjunto. Para que a logomarca consiga expor os valores da empresa de modo eficiente, tal precisa ser simples e apresentar equilíbrio, pois ela é responsável pela identidade existente entre a empresa, produto e consumidor. Porém, com o passar dos anos, as empresas podem se perguntar: Quando é necessário modificar e/ou modernizar a logomarca?

Em muitos casos, a mudança de uma logomarca é uma decisão difícil, principalmente se esta é uma marca já consolidada no mercado. Porém, nas últimas décadas, as empresas sofreram um profundo impacto advindo da concorrência globalizada, surgindo a necessidade de reavaliar a efetividade de suas logomarcas. Exemplificando, foi o ocorrido com as empresas Natura e Vale, que incentivadas por uma mudança na forma de concorrência e consumo mundial, alteraram significantemente suas logomarcas.

 

No caso da Natura percebeu-se que a antiga logomarca não correspondia ao momento vivenciado pela empresa. Foram identificados os valores fundamentais da Natura: modernidade, leveza, atualidade e simplicidade. Inspirado nestes, a nova logomarca trouxe cores mais quentes, um desenho leve e a filosofia do “Bem Estar Bem”, sendo este o slogan da marca no Brasil.

 

No ano de 2007, quando a Vale do Rio Doce (CVRF) se tornou Vale, teve como objetivo facilitar o reconhecimento de sua marca em âmbito mundial. Analisando o caso, o antigo nome remetia a frieza e burocracia, uma sigla antiga e pesada, ligada à posição de estatal, não transmitindo emoção e sentimentos quanto às comunidades e stakeholders. (indivíduos interessados na empresa. ex: acionistas, fornecedores).

 

Como demonstrado por essas duas empresas, é de suma importância analisar a logomarca com os olhos do consumidor. Uma logomarca ou a mudança dela, não pode, tão somente, agradar o proprietário da empresa. Ela deve, acima de tudo, agradar o consumidor. Logomarcas ultrapassadas requerem atualizações.

 

Levando em consideração que o Brasil é um país onde as marcas são valorizadas pelo processo emocional relacionado aos produtos e empresas, cabe aos gestores analisarem qual seu público alvo e o que esperam da empresa. Assim sendo, realizar as mudanças necessárias (caso sejam), objetivando a manutenção e conquista de clientes.

Danielle Ludka é Funcionária Pública, formada em Administração com foco em Marketing

 

Edenir A. L. de P. Rocha é Professor Universitário, formado em Administração de Empresas e Mestrando em Desenvolvimento Regional

Logística Reversa: o reverso da logística como importante evolução da administração da cadeia de suprimentos

Ana Karina Alves Vieira, Carina Resende Sampaio, Danielle Ludka, Edenilson Kujawa

Conceitos como desenvolvimento sustentável, reuso, reciclagem e reaproveitamento, já fazem parte do dicionário das empresas. A preocupação com o produto e seu ciclo de vida, está remetendo a estudos sobre a vida útil e a necessidade de recolhimento do que sobrou do produto após a sua vida útil. As empresas devem estar preparadas, portanto, para acompanhar sua produção „do berço ao túmulo‟, sem desprezar nenhuma fase, dando inicio a logística reversa.

 

A logística reversa, não se encerra na entrega do produto ao cliente, mas no caminho completo de reciclagem dos objetos sem valor associado ao produto. Seu principal objetivo é recapturar valor ou adequar o seu destino assegurando ao mesmo tempo uma utilização eficaz e ambiental dos recursos.

 

Podemos dizer que a logística reversa se divide em varias categorias, as duas principais são logística reversa de pós-consumo que operacionaliza o fluxo físico e as informações correspondentes de bens de pós-consumo, descartados pela sociedade em geral que retornam ao ciclo de negócios ou ao ciclo produtivo através de canais de distribuição reversos específicos, e a logística reversa de pós-venda que planeja, opera e controla o fluxo de retorno dos produtos de após a venda.

A logística reversa e a responsabilidade social: Conforme Karkotli e Aragão (2004), no mundo globalizado com novas tecnologias de produção e da informação e comunicação, a responsabilidade social tem papel de destaque. O mercado se viu obrigado a se adaptar para atrair e atender às necessidades dos clientes.

 

Responsabilidade social é uma forma de conduzir os negócios da empresa de tal maneira que a torna parceira e corresponsável pelo desenvolvimento social. A empresa socialmente responsável ouve os interesses na diferentes partes e consegue incorpora-los no planejamento de suas atividades.

 

Com o grande desafio do século XXI: desenvolvimento sustentável, que visa o crescimento econômico preservando o meio ambiente, a logística reversa tornou-se necessária, buscando entre outros fatores, a reciclagem de resíduos industriais, dando origem a matérias-primas que posteriormente serão reintroduzidas ao processo produtivo.

 

A logística reversa é uma grande oportunidade que as empresas têm, além de diminuir seus custos com produção, de serem vistas no mercado como “empresas modelo”, demonstrando a contribuição para a redução de uso de recursos naturais e dos demais impactos ambientais.

Porém, é necessário o engajamento de toda a sociedade diante deste novo modelo de preservação e respeito ao meio ambiente, que evidencia que todos nós somos responsáveis pelos danos causados ao meio ambiente, devendo, resguardar os recursos naturais do presente para não comprometer o futuro de nossos filhos.

Os Modernos Processos do Sistema Logístico Integrado e o Relevante Papel da Tecnologia da Informação no Mundo Competitivo

Alisson Alex de Paula, Cleide Maria Golanovski, Samara Pereira, Suellin A. D. da Silveira

A partir dos anos 90 a Tecnologia da Informação passou a ter um importante papel dentro da logística principalmente com a criação e implantação do Business Inteligence que leva diversos aspectos em consideração, tornando assim uma ferramenta diferencial em mercados competitivos.

 

A Gestão Integrada de Sistemas Logísticos inclui desde sistemas específicos de controle até as mais complexas ferramentas de gestão podendo ter então, informações vinte e quatro horas por dia otimizando todo o processso produtivo. Com base neste funcionamento e disponibilidade de informações em tempo real e à todo tempo, as empresas buscam as mais diferentes técnicas que diferenciarão o seu produto trazendo mais lucratividade à organização. Isto torna (pelo menos em parte) as empresas mais competitivas fomentando então, a economia como um todo.

Os Níveis de Serviço ao Cliente são resultado dos esforços logísticos empregados pela empresa no gerenciamento do seu fluxo de bens e serviços. Dessa forma a empresa melhora o valor de uso de seus produtos aos olhos dos clientes, e alcança uma diferenciação significativa na sua oferta total. É óbvio dizer que os custos logísticos aumentam na medida em que o Nível de Serviço também aumenta, já que os custos logísticos ocorrem desde a saída do produto do seu ponto de origem até sua entrega ao cliente. Entretanto os custos logísticos não se referem apena ao transporte, incidem também na armazenagem e na movimentação do produto durante seu processamento, entre outros custos. Cabe a empresa determinar o nível de serviço a ser oferecido a seus clientes e o objetivo de custo a serem mantidos.

 

Dentro da logística o objetivo principal é colocar o produto certo na hora certa no local certo e ao menor custo possível. O transporte a armazenagem e o processamento de pedidos são responsáveis por agregar valor ao negócio. Na era da liberdade de expressão, dos avanços tecnológicos, da comunicação instantânea e da globalização, a tecnologia da informação passou a ser fundamental para o êxito de qualquer organização.

 

Usada anteriormente como suporte administrativo incapaz de gerar retorno de negócio, hoje a logística ocupa posição de destaque e estratégia dentro da empresa, proporcionando vantagem competitiva, e viabilização de novas estratégias empresariais. Nos mostrando que os principais negócios de estratégia e organização de negócios objetivam: excelência operacional, intimidade com parceiros e clientes, liderança em produtos e serviços.

 

O Road show pode ser definido como o sistema que auxilia no planejamento, execução, monitoramento e controle das atividades relativas à consolidação de carga, expedição, emissão de documentos, entrega e coleta de produtos, acompanhamento da frota e de produtos, controle de fretes, apoio à negociação, planejamento de rotas e modais, monitoramento de custos e nível de serviço, planejamento e execução de manutenção da frota (Descartes, 2005).

Responsabilidade Social na Cadeia Logística: uma visão integrada para o incremento da competitividade

Luis Antonio Kuthanski, Márcio Antonio de Aguiar, Nilton Cesar Augustin, Pedro Schiessl Junior, Siucléia Teresinha Marcos

 A economia mundial devido a globalização sempre está em mutação e faz com que as empresas passem a diferenciar seus produtos dos concorrentes.

 

As empresas perceberam que ações sociais podem representar vantagens competitivas, porem é preciso um envolvimento de toda a cadeia logística uma vez que um bem socialmente responsável somente será produzido com a integração dos vários processos de diferentes empresas da cadeia. A designação de empresa e produto socialmente responsável passa a ser incumbência não apenas de uma organização isolada, mas de toda a cadeia produtiva da qual ela faz parte.

 

Não há como nominar uma empresa de socialmente responsável se o seu fornecedor ou distribuidor atua de forma ambientalmente agressiva ou utiliza padrões de conduta antiética.

É importante enfatizar que responsabilidade social da cadeia produtiva não se encerra com a venda do produto ao consumidor final. Ela deve assumir para si a preocupação com a vida útil do produto e o seu destino após o consumo, abarcando inclusive as embalagens que a compõe caso existam. Só assim a cadeia conseguira atingir níveis elevados de responsabilidade social e contribuir para a melhoria da qualidade de vida da sociedade.

 

É o consumidor, com o seu poder de compra, quem tem o principal papel neste ambiente sistêmico. É ele quem puxa a conduta a ser adotados pelas empresas, impulsionando, ou não, novos patamares de responsabilidade social às cadeias produtivas. O comportamento do consumidor não é homogêneo uma vez que reflete identidades culturais, sociais e ligadas a renda, de modo que os atributos considerados na concretização da compra, sejam eles tangíveis ou intangíveis, modificam-se de produto para produto e sociedade para sociedade.